Analisando a troca de CEOs da Disney

Analisando a troca de CEOs da Disney

A primeira matéria no retorno do 1928 não poderia ser outra, repentinamente, em 20 de novembro, a Disney anunciou por e-mail para seus funcionários que a empresa tinha um novo CEO. Muitos dos altos executivos da empresa estavam no So-Fi Stadium (Los Angeles) para assistir ao show de Elton John que foi transmitido ao vivo no Disney+ naquela noite. Bob Chapek, então CEO, deveria introduzir o astro para o público presente, algo que não aconteceu.

O comunicado para imprensa veio logo em seguida, nele a Disney agradece Chapek por liderar a empresa por um momento complicado (pandemia), mas que o conselho decidiu que Bob Iger, ex-CEO que precedeu Chapek, seria a pessoa melhor preparada para o momento.

Rumores de que Iger voltaria rondaram a Disney desde que ele apontou Chapek como seu sucessor, forçando inclusive a empresa a soltar uma nota dizendo que confiava em Chapek e que não havia planos para tirá-lo do cargo. O que agora sabemos ser uma grande mentira.

Chapek foi demitido sem nem a chance de se despedir. A Disney não deu a ele a oportunidade de sair nos seus próprios termos, algo comum para executivo deste patamar. Ele poderia ter alegado que iria se aposentar, se dedicar à família, ou qualquer outra desculpa, mas não, seu fim foi um e-mail aos funcionários. A Disney quer apagar Chapek da sua história, inclusive retirou o seu nome de uma placa decorativa em Castaway Cay (ilha particular da Disney Cruise Line).

Iger chegou mudando muita coisa, principalmente tirando vários funcionários que foram trazidos por Chapek, a demissão mais significativa foi Kareem Daniel, que supervisionava a produção de entretenimento dos estúdios Disney. Chapek re-estruturou essa divisão, colocando nas mãos de Daniel a decisão do destino (cinema, streaming e/ou TV) de cada produção. Iger disse que está colocando essa tarefe de volta nas mãos dos líderes criativos dos estúdios Disney.

Iger terá a difícil missão de reconstruir a imagem da Disney perante seus funcionários, estrelas, parceiros, consumidores e investidores, afinal ninguém está feliz com o estado atual dos produtos Disney.

Robert A. Iger foi CEO da The Walt Disney Company por 15 anos (2005-2020) e supervisionou a mair expansão da história da empresa, incluindo as compras da Pixar, Lucasfilm, Marvel e 20th Century Studios.

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